quinta-feira, 26 de agosto de 2010
(...)
Não pergunto mais às coisas se têm forma, nome.
Me divirto com minha própria miopia
e guardo as propriedades do que é físico em alguma coisa que não é tato e não é vista
- é sono e confusão cansada, é a gaga frase de uma alegria estranha, é alguma coisa que esqueci agora.
Nuno Ramos
sábado, 14 de agosto de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Avatar uma democracia singular
O filme Avatar nos mostra que viver de modo sagrado implica em descobrir redes e vínculos entre seres humanos e seres não humanos. Em Pandora os Na'vi conseguem criar alianças múltiplas e heterogêneas entre os diversos seres. Talvez neste filme encontremos as metáforas do ciberespaço em que formas diferentes de comunicação coletiva e interação se torna possível. No mundo virtual é possível criar se novos relacionamentos e amizades, assim como novos modos de ação e de pensamento. Com Avatar o diretor James Cameron colocou em metáforas e imagens anseios e desejos coletivos?
Carl Gustaf Jung (1983) nos diz que os processos psíquicos e imaginativos estão intimamente ligados. Certamente o sucesso do filme por todo o mundo pode nos trazer pérolas para reflexão sobre uma nova democracia a ser desejada no mundo. A internete pode ser a base deste novo momento. E um novo modo de produzir consciência e um olhar mais sistemico com o mundo de relações igualitárias, colaborativa que possibilitem que pessoas tenham ações singulares, criativas e políticas.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Anima Mundi 2010
Do dia 16 ao dia 25 de julho acontece o Anima Mundi 2010 o principal evento de animação no Brasil. E este ano o Anima Mundi comemora o seu 18 aniversário trazendo algumas novidades pra essa edição do evento.A primeira é que os fãs poderão ajudar na escolha dos 18 melhores curtas da história do Anima Mundi. São sete categorias: curtas curtas infantis curtas brasileiros curtas de estudantes longas longas infantis e filmes de encomenda.
http://www.animamundi.com.br/pt/festival/
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Mitologia, grafite e quadrinhos

Segundo Joseph Campbell, o mundo hoje é desmitologizado e de histórias fragmentadas sem uma costura vital. Para o autor todos precisamos de mitos para estruturar o desenvolvimento pessoal individual. Nas grandes cidades muitas vezes não há mitos vivos e socialmente compartilhados, e por isso os adolescentes podem se sentir apartados de seus grupos sociais e também produzirem seus próprios mitos coletivos. Estes podem ser tanto saudáveis e trazerem mudanças benéficas à sociedade, como podem produzir violência por terem uma estrutura diferenciada das leis sociais.
Para Campbell os desenhos de grafites, que se espalham por toda a cidade, são produção míticas produzidos por jovens. Atualmente os jovens parecem ávidos por mitos, e se interessam tremendamente pelos artistas produtores de imagens e enrredos míticos, como quadrinhos e literatura. A pergunta que fazemos é, como estes mitos podem participar do corpo social? Como estes mitos podem ser valorizados pela sociedade, que certamente também está órfã de mitos? Como produzir uma boa mistura dos novos mitos produzidos no seio social com que se encontra engessado e estabelecido socialmente?
sábado, 20 de junho de 2009
Ficção literária como um “remédio” adequado

Nossa psique necessita das multiplicidades emocionais, imagéticas que abrem novas possibilidades de imaginação para o sujeito "se organizar" no fluxo de conhecer mundos. A literatura pode geralmente se torna um modo lúdico de nos identificamos com personagens que, em princípio, nem se parecem conosco.
Deborah Berlinck acredita que escrever é empurrar a fronteira do real, navegar para além da lógica racional e com isso possibilitar acessarmos diferentes partes da psique. Escrever também pode ser visto como criar mundos e mesmo criar no mundo. Deborah comenta sobre a importância da leitura de romances, pois romances em forma de filme ou algum outro meio de massa nos aproximamos de novas formas culturais diferentes da nossa. Podemos dizer que a ficção nos oferece uma distância preciosa... Facilita a identificação pessoal sem que haja enredos lineares e destrutivos que afetem negativamente a realidade concreta; aumenta nosso conhecimento sobre o que não é considerado familiar, contribuindo para melhor compreendemos os outros e o estrangeiro; e ainda desenvolve nossa imaginação e criatividade de modo lúdico.

